Usando os ingredientes possíveis, na proporção da abundância disponível, alimentava os filhos, que a estes não podia faltar. O homem vinha logo a seguir e o que sobejasse, para ela, era sempre suficiente.

Comer, é uma realização, um acto que a vida exige, e que se define na Alimentação. Era imperativa, manifestava-se, num estímulo, na necessidade de cultivar hortas, criar gado e “criação”. A troco do trabalho, recebia da terra quase tudo o que necessitava. Mas quando isso não acontecia, recorria ao campo, e na espontaneidade da mãe natureza, encontrava o que não tinha em casa! Colhia então: “arelhos”, “celgas”, agriões, beldroegas, “ineixas” e cardos,  coisa que muitas das vezes nem o gado “tocava”!

Apesar de tudo, vivia-se! Encontravam estímulo e forças para vencer o quotidiano, com a mesma imaginação e criatividade, que transformavam os frutos da terra, nos mais apreciados sabores que se definiam na expressão da cozinha local.